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Cooperativismo

Os pediatras que fundaram a Cooperativa, em 1995, viram no cooperativismo o modelo ideal para o fortalecimento da área no Ceará. O pioneirismo fazia todo o sentido, na medida em que aos anseios de desenvolvimento da autonomia profissional com o consequente fortalecimento coletivo, necessário diante de um quadro de insatisfação com a gestão da saúde pública de modo geral.

Os esforços pelo desenvolvimento da COOPED-CE, até hoje, centram-se na cooperação, por meio do trabalho em equipe; na visão compartilhada e divisão de resultados; como também na competitividade, por meio de inovação, visão de futuro e definição de estratégias.

É preciso entender e acreditar no Cooperativismo como alternativa concreta para a conquista de mercados, valorização da categoria e melhores padrões remuneratórios do trabalho. Investir na defesa dos interesses da pediatria é o foco da Cooperativa.

No universo da Pediatria, o cooperativismo colabora para o livre exercício da profissão, para a ampliação da assistência médica a um número maior de pessoas, para um atendimento de qualidade e para uma remuneração justa e satisfatória dos profissionais. A COOPED apresenta-se como entidade legítima da categoria, tornando-se um ambiente favorável ao debate de novos modelos de defesa do setor no Estado.

No Ceará, 64.528 associados estão ligados às 128 cooperativas registradas regularmente no Sistema OCB/SESCOOP-CE. São 5.672 empregos diretos gerados em diferentes ramos: Agropecuário, Consumo, Crédito, Educacional, Habitacional, Infraestrutura, Produção, Saúde, Trabalho e Transporte. Os dados são da Organização cearense, que representa as cooperativas do Estado, referentes ao ano de 2013.

O Sistema também atua no sentido de interligar cooperativas, buscando fortalecer o movimento por meio da articulação de diferentes instituições. É a chamada intercooperação, em que as organizações cooperativas trabalham em conjunto, em âmbito local, regional, nacional e internacional, com vistas a assegurar a realização dos objetivos traçados por seus membros.

Princípios básicos do Cooperativismo:

  1. Adesão voluntária e livre
  2. Gestão democrática
  3. Participação econômica dos membros
  4. Autonomia e independência
  5. Educação, formação e informação
  6. Intercooperação
  7. Interesse pela comunidade
Cooperativas da área de saúde existem no país há cerca de 50 anos. Hoje, as cooperativas que se dedicam à preservação e à promoção da saúde humana formam um dos principais ramos do Cooperativismo brasileiro, atuando em quatro áreas: médica, odontológica, psicológica e de usuários.
Presente em todos os estados do país, as cooperativas de saúde constituem um dos ramos que mais rapidamente cresceu. De acordo com a OCB Nacional, são 846 cooperativas do ramo em todo o país, com mais de 271 mil associados e gerando 67 mil empregos diretos.

O Ceará conta com 30 cooperativas de saúde, que congregam 24.078 associados, gerando 3.271 empregos diretos.

Esse ramo é genuinamente brasileiro, tendo surgido aqui e já se expandido para outros países. O exemplo mais marcante é a cooperativa dos médicos. O modelo também se expandiu para outras áreas, como crédito e seguros.
Em 2012, o Sistema OCB apoiou diversos projetos das cooperativas de saúde, com destaque para as convenções nacionais, encontros e intercâmbios internacionais. Existe, ainda, um projeto nacional de capacitação para o ramo saúde.
Também é preocupação do Sistema a busca por formatar um acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no sentido de melhorar o entendimento da agência quanto ao modelo cooperativista na área de Saúde.